Brasil pode ser o grande poço negativo de carbono do mundo, afirma pesquisador

Entrevista, Agência FAPESP, Montevidéu (Uruguai), 09/12/2025

Id: 5ed85c12-eb47-11f0-8651-0242ac180002

Textual
Personagem

Pedro Henrique Santin Brancalion

Responsabilidade

Karina Toledo (entrevistador), Karina Toledo (fotografia), Pedro Henrique Santin Brancalion (entrevistado), Paulo Molin (fotografia)

Resumo

Em entrevista, o professor Pedro Brancalion, da Universidade de São Paulo (USP), destacou o potencial do Brasil para se tornar um líder no mercado de crédito de carbono, comparando sua importância futura à da Arábia Saudita no setor de petróleo. Ele enfatizou que, para explorar essa oportunidade, é necessário investir em tecnologias que melhorem a quantificação do carbono. Brancalion apresentou uma nova equação que, ao incluir árvores menores em suas medições, aumenta em 30% a quantidade de créditos de carbono gerados em processos de restauração florestal, especialmente na Mata Atlântica. Essa abordagem busca preencher lacunas existentes nas metodologias atuais e tornar o mercado mais confiável. Além disso, o professor mencionou o projeto NEWFOR, que construiu uma base de dados abrangente sobre reflorestamento tropical, permitindo uma análise robusta da eficácia de diferentes métodos de restauração em diversas condições ambientais. Ele ressaltou que essa pesquisa está fundamentada em um protocolo rigoroso que envolve a coleta de dados sobre a biodiversidade e a quantidade de carbono armazenado em várias parcelas de floresta. O pesquisador observa que os resultados desse projeto têm contribuições significativas tanto para a ciência quanto para o desenvolvimento de políticas públicas, possibilitando uma melhor avaliação do custo-benefício de iniciativas de reflorestamento e seus múltiplos benefícios ambientais. Título em inglês: Brazil could be the world’s largest carbon sink, says researcher.

Resumo elaborado por IA (Gemini/ChatGPT) com revisão humana.

Contexto

Evento científico, FAPESP Day Uruguay, Montevidéu (Uruguai), 13/11/2025 a 14/11/2025

Idioma do documento

português, inglês

Pessoas envolvidas

Pedro Henrique Santin Brancalion (engenheiro-agrônomo, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ-USP)

Descritores

Universidade de São Paulo - USP, FAPESP Week (simpósio internacional coordenado pela FAPESP), Research Centre for Greenhouse Gas Innovation - RCGI/Poli-USP (Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa) (CPE), Light Detection and Ranging - LIDAR (tecnologia de sensoriamento remoto), Projeto NewFor (projeto temático da FAPESP em parceria com a NWO)

Acordos e convênios com a FAPESP

FAPESP-NWO

Número do processo citado

2018/18416-2, 2019/24318-6

Assuntos

Sustentabilidade, Biodiversidade, Políticas públicas, Mata Atlântica, Créditos de carbono, Reflorestamento, Biomassa, Banco de dados, Ciclo do carbono, Restauração florestal, Mercados de carbono

Referência

BRANCALION, Pedro Henrique Santin. Brasil pode ser o grande poço negativo de carbono do mundo, afirma pesquisador. Entrevista [concedida a] Karina Toledo. Agência FAPESP [online] 09 dez. 2025. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/brasil-pode-ser-o-grande-poco-negativo-de-carbono-do-mundo-afirma-pesquisador/56695.