Pesquisadores da Unesp receberam um aporte de R$ 20 milhões do Ministério da Saúde para iniciar a fase final de testes em humanos do primeiro soro do mundo contra o veneno de abelhas africanizadas (cruzamento entre abelhas-africanas e europeias). O biofármaco começou a ser desenvolvido há mais de uma década com financiamento da FAPESP. As abelhas africanizadas se tornaram uma das espécies mais comuns no Brasil, sendo as principais responsáveis pela produção de mel. Mas também estão frequentemente envolvidas em acidentes com seres humanos, com ocorrências que variam desde picadas leves até reações sistêmicas graves. Somente em 2023, foram mais de 33 mil acidentes, que resultaram em 649 mortes diretas e 50 indiretas, decorrentes da ausência de um tratamento específico nos hospitais. O soro, concebido a partir do plasma de cavalos imunizados, já comprovou sua segurança e eficácia nas fases preliminares. A terceira e última etapa do ensaio clínico envolverá cerca de 200 pacientes e antecede a aprovação para uso na rede pública. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte os dados do projeto FAPESP 06/55545-8.