Uma equipe da Universidade Federal do ABC (UFABC) desenvolveu um composto químico promissor para o tratamento do Alzheimer. Os pesquisadores sintetizaram moléculas capazes de atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro) e degradar as placas beta-amiloides, que se acumulam no cérebro de pessoas com a doença. Das dez substâncias criadas, três foram testadas em ratos, com destaque para uma delas pela eficácia e segurança. Nos testes, o novo composto atuou minimizando a perda da memória, a dificuldade de orientação espacial e de aprendizado, além de reverter alterações bioquímicas associadas às placas. O Alzheimer é uma condição neurodegenerativa complexa, sem cura ou causa definida, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo. Os tratamentos atuais são limitados e focam principalmente no alívio de sintomas. Segundo os pesquisadores, a nova substância tem baixo custo em comparação aos medicamentos disponíveis e, mesmo que beneficie apenas parte dos pacientes, pois a doença tem várias causas, já representaria um avanço significativo. Apoiado pela FAPESP, o estudo gerou pedido de patente e a equipe busca parcerias para testes em humanos. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados do projeto FAPESP 21/08883-5.