O vídeo contém uma animação que aborda a dinâmica dos fenômenos climáticos El Niño e La Niña, caracterizados, respectivamente, pelo aquecimento e resfriamento anômalos das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que alteram significativamente o regime de chuvas no Brasil. Segundo o meteorologista Gilvan Sampaio, do INPE, o aquecimento global, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, está intensificando os efeitos do El Niño, o que resulta em um aumento na frequência e na severidade de eventos climáticos extremos, como secas severas no Norte e Nordeste e chuvas volumosas no Sul. Como consequência dessa intensificação, observa-se a escalada de desastres ambientais, como enchentes e deslizamentos de terra, que atingem de maneira desproporcional populações socioeconomicamente vulneráveis residentes em áreas de risco. Para mitigar esses impactos, o especialista ressalta a necessidade urgente de uma descarbonização global, aliada a mudanças nos padrões de consumo, e a implementação de um planejamento urbano preventivo rigoroso por parte dos governos locais para proteger as comunidades mais suscetíveis. Saiba mais na reportagem da revista Pesquisa FAPESP.