Uma das preocupações dos cientistas quando estudam um novo composto químico é verificar se a substância pode causar danos ao material genético de espermatozoides, levando à diminuição da fertilidade. Essa avaliação geralmente envolve experimentos com mamíferos. Mas uma plataforma alternativa de testes vem sendo desenvolvida no Laboratório de Ecotoxicologia e Genotoxicidade (Laeg) da Unicamp com apoio da FAPESP. A estratégia se baseia no uso de um pequeno crustáceo invertebrado (anfípode) que mede cerca de 10 milímetros, é cultivado facilmente em laboratório e tem um genoma 30% maior do que o do ser humano. O teste tem potencial para ser utilizado no futuro como alternativa para avaliação da genotoxicidade em células germinativas, indicando a capacidade de compostos químicos atingirem os testículos dos organismos e causarem danos ao material genético. Novos estudos estão agora em andamento para estabelecer um protocolo que seja capaz de indicar danos às células dos ovários. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados do projeto FAPESP 23/10693-5.