Um composto à base de ferro conseguiu eliminar totalmente a tuberculose nos pulmões de camundongos após apenas 30 dias de tratamento. O avanço é fruto de um estudo de pesquisadores da Unesp de Araraquara, que testaram a ferroína (FEP) – uma substância conhecida desde os anos 1950, mas que agora revelou um potencial inédito. Os testes demonstraram uma forte ação contra o bacilo causador da doença por meio de um mecanismo nunca antes visto: a inibição da síntese da parede celular da bactéria. Embora tenha cura, a tuberculose continua sendo a infecção bacteriana que mais mata no mundo. O tratamento atual é longo, podendo durar até dois anos em casos de resistência aos medicamentos, o que dificulta a adesão dos pacientes e aumenta as chances de falha terapêutica. O trabalho, apoiado pela FAPESP, abre caminhos para terapias mais curtas, menos tóxicas e eficazes contra superbactérias. Apesar de ainda estar distante da aplicação clínica (testes em humanos), o composto surge como uma esperança para tratamentos mais fáceis de seguir e com menor risco de resistência. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados do projeto FAPESP 23/01664-1.