Pesquisadores da Unicamp propõem mudanças nas fossas sépticas biodigestoras (FSBs), tecnologia social amplamente utilizada no Brasil e em países vizinhos para transformar esgoto doméstico em biofertilizante. Embora o sistema seja simples e de baixo custo, o contato direto com o efluente durante a irrigação pode expor agricultores, familiares e animais a microrganismos causadores de doenças. Em estudo realizado em Campinas com apoio da FAPESP, os cientistas avaliaram os riscos microbiológicos associados ao uso das fossas e identificaram como a adição periódica de fezes bovinas ao sistema, além da irrigação superficial com o efluente, podem ultrapassar limites considerados aceitáveis. Para aumentar a segurança sanitária, os pesquisadores sugerem eliminar a adição das fezes, que não melhora a eficiência do processo, e substituir a irrigação superficial por um sistema subterrâneo, com tubos perfurados enterrados. Segundo os autores, a solução reduz significativamente o risco de contaminação sem comprometer o aproveitamento agrícola do biofertilizante. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados do projeto FAPESP 17/07490-4.