Pesquisa conduzida no Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP) revelou que a hipertensão arterial pode causar alterações na qualidade do sêmen ao longo de toda a vida reprodutiva. Entre os problemas estão danos ao acrossoma, uma estrutura crucial para a penetração do espermatozoide no óvulo, além de comprometimento da microcirculação testicular no decorrer da vida. Os efeitos foram verificados em ratos de distintas faixas etárias. Os pesquisadores, apoiados pela FAPESP, também testaram a eficácia de diferentes medicamentos anti-hipertensivos, revelando que nem todos são igualmente eficazes para restaurar a saúde reprodutiva. A losartana, por exemplo, reduziu os níveis de pressão arterial, mas não foi capaz de reverter as alterações nos espermatozoides. Por outro lado, a prazosina reduziu a pressão arterial e corrigiu parte dos danos observados no sêmen. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados dos projetos FAPESP 20/12616-0, 20/07212-7 e 23/05115-2.