Um grupo de pesquisadores da Unicamp apoiados pela FAPESP desenvolveu um produto a partir do mel de abelhas nativas e cascas da amêndoa de cacau que pode tanto ser consumido diretamente quanto utilizado como ingrediente para as indústrias alimentícia e cosmética. O mel foi usado como solvente comestível para extrair das cascas, geralmente descartadas na fabricação de chocolate, compostos como teobromina e cafeína, conhecidos estimulantes associados à saúde cardíaca. O processo, que usou extração assistida por ultrassom, enriqueceu o mel com compostos fenólicos, que têm atividades antioxidante e anti-inflamatória. Embora ainda estejam planejando testes quanto ao sabor do produto e outras propriedades sensoriais, os pesquisadores que o provaram afirmam que, a depender da proporção de mel e cascas, ele tem bastante sabor de chocolate. Leia a reportagem na Agência FAPESP. Para outras informações, acesse o artigo científico ou os processos FAPESP 23/02064-8, 23/16744-0, 21/12264-9 e 18/14582-5.