O consumo excessivo de frutose, comum em dietas ricas em ultraprocessados, altera a resposta do intestino à glicose, aumentando sua absorção e prejudicando o controle glicêmico. Essa é a conclusão de um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas da USP em parceria com pesquisadores do Canadá. Na pesquisa apoiada pela FAPESP, camundongos receberam por sete semanas uma dieta em que 8,5% da energia vinha da frutose, proporção elevada, porém próxima ao consumo humano médio. Em apenas três dias, o intestino já mostrava maior capacidade de absorver glicose, antes mesmo do surgimento da intolerância ao açúcar. Após quatro semanas, a remoção da glicose do sangue estava comprometida e, ao fim do experimento, houve acúmulo de gordura no fígado, condição que pode evoluir para doenças graves, como cirrose. Os dados do estudo foram obtidos em camundongos, porém os achados foram confirmados em humanos. A próxima etapa investigará como o microbioma intestinal pode ser modulado para reduzir os efeitos nocivos do excesso de frutose. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados dos projetos FAPESP 20/12201-4, 22/14545-8, 20/06397-3 e 22/02829-1.