Pesquisadores da Unesp demonstraram que um corante natural extraído de um fungo amazônico (Talaromyces amestolkiae) pode ser aplicado na formulação de cosméticos, como cremes faciais, xampus e bastões em gel. Além da função de pigmentação, o composto apresentou propriedades antioxidantes e antibacterianas. Nos testes de laboratório, a substância reduziu em mais de 75% os marcadores associados a danos celulares e manteve a viabilidade de mais de 60% das células, indicando segurança para aplicação na pele. O estudo, apoiado pela FAPESP, aponta uma alternativa aos corantes sintéticos, cujo uso vem sendo restringido em diversos países devido à associação com alergias e outros problemas de saúde. Após uma década de pesquisa, a equipe busca agora escalar a produção do corante e testar novas aplicações nas indústrias têxtil e alimentícia. Os resultados evidenciam o potencial biotecnológico da biodiversidade amazônica para o desenvolvimento de novos produtos. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados dos projetos FAPESP 23/13069-0, 23/01368-3, 24/19904-1, 24/16647-8, 24/16477-5 e 21/06686-8.