Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma molécula sintética capaz de combater a malária de forma mais eficaz. O diferencial do composto é sua ação tripla, que elimina o parasita no fígado e no sangue (fase que causa sintomas como febre e anemia), além de interromper a transmissão para o mosquito vetor. Eficaz contra as espécies Plasmodium vivax (mais comum no Brasil) e Plasmodium falciparum (a mais agressiva), o composto age diretamente na mitocôndria do parasita, bloqueando a produção do seu DNA e impedindo sua replicação, sem afetar as células humanas. Embora ainda precise passar por mais testes antes de virar um medicamento disponível nas farmácias, a descoberta representa uma arma promissora contra um problema global que mata mais de 600 mil pessoas por ano. Realizado na Unifesp, o trabalho teve a colaboração de integrantes do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um CEPID da FAPESP. Leia mais na reportagem da Agência FAPESP. Para outras informações, consulte o artigo científico e os dados dos projetos FAPESP 13/07600-3, 21/12394-0, 24/04805-8 e 19/19708-0.