Pesquisadores brasileiros têm avançado no desenvolvimento de células a combustível de óxido sólido (SOFCs), dispositivos capazes de gerar eletricidade de forma eficiente a partir de combustíveis como hidrogênio, metano ou bioetanol. A tecnologia, considerada promissora para a transição energética, pode ser aplicada em veículos elétricos e no fornecimento de energia para regiões isoladas. Porém, um dos principais desafios dessas células é a durabilidade, pois elas operam em temperaturas muito altas, que podem chegar a 1.000 °C. Para superar esse problema, pesquisadores investigam as chamadas células com suporte metálico (MS-SOFCs), nas quais um substrato de liga metálica porosa confere maior resistência, estabilidade e condução elétrica. No Brasil, estudos conduzidos no Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), um CPA da FAPESP, já incluem a produção de protótipos nacionais e testes de materiais. Os resultados indicam que o país tem capacidade científica e tecnológica para desenvolver soluções próprias, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros e ampliando aplicações em energia limpa e mobilidade sustentável. Leia a reportagem na Agência FAPESP. Para outras informações, acesse o artigo científico ou os processos FAPESP 22/02235-4, 17/11958-1 e 14/02163-7.