A digitalização do ensino e da produção científica e a open science têm papel central na democratização do conhecimento. No entanto, na África e nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, como é o caso de Cabo Verde, persistem desafios estruturais, como a desigualdade no acesso às tecnologias e à internet, as limitações infraestruturais, a necessidade de novas metodologias pedagógicas e a adaptação do corpo docente ao ambiente digital. Na conferência, Eurídice Monteiro reflete sobre esse problema e as suas implicações para a produção científica e a qualificação do sistema de ensino superior em contextos africanos. Eurídice Monteiro é socióloga e cientista política, doutorada em Sociologia pela Universidade de Coimbra. Possui formação executiva na Harvard Kennedy School, além de diploma em Gestão Pública pela Bridgewater State University. É professora universitária na área de estudos políticos e sociais na Universidade de Cabo Verde desde 2013. Foi diretora da Cátedra Amílcar Cabral da Universidade de Cabo Verde entre 2015 e 2018 e secretária de Estado do Ensino Superior no governo de Cabo Verde (2021-2025), com responsabilidade política e tutela das áreas de ensino superior e ciência, abrangendo a superintendência das universidades públicas e privadas, o desenvolvimento de políticas de reforma do ensino superior, a formulação do programa nacional da ciência, a cooperação científica internacional e a execução de políticas públicas de qualificação de quadros, de regulação e avaliação do ensino superior e de fomento à ciência e inovação. Evento realizado em 27/06/2025. Leia mais na entrevista da Agência FAPESP e da revista Pesquisa FAPESP.